Por que olhar por partes, sem antes compreender o todo? Porque enxergar
a deficiência, antes mesmo de saber mais sobre aqueles que não andam, não
enxergam ou não ouvem? Porque apontar o que o outro não pode fazer, antes de
perguntar o que ele tem a oferecer?
Há
quantas andamos na perspectiva da inclusão.
O
curso oferecido pelo UFC, nos da a possibilidade de ter uma visão maior da
dimensão de sermos agentes transformadores da mentalidade do ser humano que
limita e pensa que as pessoas especiais não podem não devem não são capazes.
O
AEE trás a educação inclusiva que concebe a escola como um espaço de todos, no
qual os alunos constroem o
conhecimento segundo suas capacidades, expressam suas ideias livremente,
participam ativamente
das tarefas de ensino e se desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças.
Nas
escolas inclusivas, ninguém se conforma a padrões que identificam os alunos
como especiais e normais, comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças! A
inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem
quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de
participar ativamente do processo escolar, segundo suas capacidades, e sem que
nenhuma delas possa ser motivo para uma diferenciação que os excluirá das suas
turmas.
No texto “O modelo dos
modelos” de Italo Calvino, nos
remete a uma conjuntura do inicio da
inclusão aos dias de hoje.
E o
AEE mostra a escola das diferenças é a escola na perspectiva inclusiva, e sua
pedagogia tem como mote questionar, colocar em dúvida, contrapor-se, discutir e
reconstruir as práticas que, até então, têm mantido a exclusão por instituírem
uma organização dos processos de ensino e de aprendizagem incontestáveis,
impostos e firmados sobre a possibilidade de exclusão
dos
diferentes, à medida que estes são direcionados para ambientes educacionais à
parte. A escola comum se torna inclusiva quando reconhece as diferenças dos
alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso de
todos, adotando novas práticas pedagógicas. Não é fácil e imediata a adoção
dessas novas práticas, pois ela depende de mudanças que vão além da escola e da
sala de aula. Para que essa escola possa se
concretizar,
é patente a necessidade de atualização e desenvolvimento de novos conceitos,
assim como a redefinição e a aplicação de alternativas e práticas pedagógicas e
educacionais compatíveis com a inclusão.
Concluímos
que a garantia de acesso, participação e aprendizagem de todos os alunos nas
escolas contribui para a construção de uma nova cultura de valorização das
diferenças.
O
entrelaçamento dos serviços de Educação Especial, entre os quais o Atendimento Educacional
Especializado, conjuga igualdade e diferenças como valores indissociáveis e como
condição de acolher a todos nas escolas. As ações para consolidação do AEE
exigem firmeza e envolvimento de todos os que estão se empenhando para que as
escolas se tornem ambientes educacionais plenamente inclusivos.
Nessa
caminhada em favor de uma escola para todos, a educação especial brasileira tem
tomado decisões e iniciativas que surpreendem pela ousadia de suas propostas e
coerência de seus posicionamentos com o que nossa Constituição de 1988
prescreve como direito à educação.
A
possibilidade de inventar o cotidiano (CERTEAU, 1994) tem sido a saída adotada pelos
que colocam sua capacidade criadora para inovar, romper velhos acordos,
resistências e lugares eternizados na educação. É a determinação e um forte
compromisso com a melhoria da qualidade da educação brasileira que está
subjacente a todas essas mudanças
que
estão propostas pela Política atual da Educação Especial.
Referências
Bibliograficas:
Inclusão
Escolar : a escola comum inclusiva / Edilene Aparecida Ropoli ... [et.al.]. -
Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial ;
[Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 1. (Coleção A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar)

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